Desde os mais remotos tempos da religião judaica-cristã, os teólogos sempre levaram em conta a fé, pois a ciência não existia como objeto de estudo, na observação metodológica dos fenômenos e transformações naturais, por isso não houve união da ciência na religião. Mas se hoje isso ainda acontece, é por puro desinteresse, pois quando é descoberto algo que consta no texto Bíblico, defendem a causa, mas quando a ciência desmente, não lhe dão devido crédito, preferindo ficar no “Credo Quia Absurdum”, (creio ainda que absurdo).
Com isso foi criado o arquétipo coletivo, pessoas que somente acreditam em coisas se constar nas escrituras, mas a própria ciência e a evolução intelectual dos seres humanos vêm acabando com esse arquétipo, com argumentos insofismáveis e provas irrecusáveis. Assim aqueles que ainda insistem em manter a ciência longe da religião, estão perdendo o seu espaço. Depois da Idade Média, em que se atrofiou o espírito crítico, vimos, em todo o mundo, o aparecimento de novas idéias, quer seja na ciência, na filosofia e na religião. As ciências tornaram-se teóricas-experimentais, ou seja, toda a hipótese levantada deveria ser comprovada pelos fatos. A Filosofia foi sensivelmente influenciada pelo racionalismo de Descartes. Mas a Doutrina Espírita é a única que acompanha as descobertas cientificas, é inclusive objeto de estudo por vários pesquisadores em todo o mundo e já foi levada ao conhecimento das Universidades de Cambridge e Oxford, na Inglaterra, que despertou a curiosidade de seus docentes pela parte cientifica que apresenta.
Se a maioria das religiões prega somente a lei Moral, faz-se mister divulgar a lei Natural, pois ela também é criação do mesmo Deus. Os supostos “mistérios de Deus”, está na falta de conhecimento cientifico dos fenômenos naturais por parte de certas linhas de fé, já que a ciência só descobre leis que já existem. Temos como exemplo, Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, que sofreram pressão da igreja daquela época, mas hoje com o amadurecimento da humanidade, não podemos desconsiderar a ciência e suas descobertas em favor de crenças pessoais. No item 55 do capítulo I de A Gênese, Kardec asseverou: "Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se lhe demonstrassem estar em erro em um ponto, ele o modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele aceitará". O que demonstra claramente que o Espiritismo é uma doutrina progressista.
No futuro a humanidade se dará com a fusão inevitável da ciência com a religião, pois, esta demonstra a Lei moral do Criador e a primeira, explica os supostos mistérios de Deus. Isso mostra a credibilidade ímpar do Espiritismo, que professa os dois princípios fundamentais.
No futuro, a fé cega será extinta naturalmente do planeta, dando lugar a fé raciocinada, que levará o homem ao conhecimento da verdade, sem dogmas ou regras humanas impróprias.
Publicado na RIE, Revista Internacional de Espiritismo.
Out 2007
OLÁ, LUCIANO!
ResponderExcluirPARABÉNS PELO ESPAÇO QUE VC CRIOU!
PRECISAMOS DE MAIS E MAIS INFORMAÇÕES. O ESCLARECIMENTO É FUNDAMENTAL PARA QUEM NÃO SABE O QUE DIZ E ESSE SEU BOLG INFORMA DE VERDADE.
THAIS