sábado, 3 de janeiro de 2009

RELIGIÃO E CIÊNCIA, UMA UNIÃO NECESSÁRIA


Desde os mais remotos tempos da religião judaica-cristã, os teólogos sempre levaram em conta a fé, pois a ciência não existia como objeto de estudo, na observação metodológica dos fenômenos e transformações naturais, por isso não houve união da ciência na religião. Mas se hoje isso ainda acontece, é por puro desinteresse, pois quando é descoberto algo que consta no texto Bíblico, defendem a causa, mas quando a ciência desmente, não lhe dão devido crédito, preferindo ficar no “Credo Quia Absurdum”, (creio ainda que absurdo).
Com isso foi criado o arquétipo coletivo, pessoas que somente acreditam em coisas se constar nas escrituras, mas a própria ciência e a evolução intelectual dos seres humanos vêm acabando com esse arquétipo, com argumentos insofismáveis e provas irrecusáveis. Assim aqueles que ainda insistem em manter a ciência longe da religião, estão perdendo o seu espaço. Depois da Idade Média, em que se atrofiou o espírito crítico, vimos, em todo o mundo, o aparecimento de novas idéias, quer seja na ciência, na filosofia e na religião. As ciências tornaram-se teóricas-experimentais, ou seja, toda a hipótese levantada deveria ser comprovada pelos fatos. A Filosofia foi sensivelmente influenciada pelo racionalismo de Descartes. Mas a Doutrina Espírita é a única que acompanha as descobertas cientificas, é inclusive objeto de estudo por vários pesquisadores em todo o mundo e já foi levada ao conhecimento das Universidades de Cambridge e Oxford, na Inglaterra, que despertou a curiosidade de seus docentes pela parte cientifica que apresenta.
Se a maioria das religiões prega somente a lei Moral, faz-se mister divulgar a lei Natural, pois ela também é criação do mesmo Deus. Os supostos “mistérios de Deus”, está na falta de conhecimento cientifico dos fenômenos naturais por parte de certas linhas de fé, já que a ciência só descobre leis que já existem. Temos como exemplo, Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, que sofreram pressão da igreja daquela época, mas hoje com o amadurecimento da humanidade, não podemos desconsiderar a ciência e suas descobertas em favor de crenças pessoais. No item 55 do capítulo I de A Gênese, Kardec asseverou: "Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se lhe demonstrassem estar em erro em um ponto, ele o modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele aceitará". O que demonstra claramente que o Espiritismo é uma doutrina progressista.
No futuro a humanidade se dará com a fusão inevitável da ciência com a religião, pois, esta demonstra a Lei moral do Criador e a primeira, explica os supostos mistérios de Deus. Isso mostra a credibilidade ímpar do Espiritismo, que professa os dois princípios fundamentais.
No futuro, a fé cega será extinta naturalmente do planeta, dando lugar a fé raciocinada, que levará o homem ao conhecimento da verdade, sem dogmas ou regras humanas impróprias.


Publicado na RIE, Revista Internacional de Espiritismo.

Out 2007

Um comentário:

  1. OLÁ, LUCIANO!
    PARABÉNS PELO ESPAÇO QUE VC CRIOU!
    PRECISAMOS DE MAIS E MAIS INFORMAÇÕES. O ESCLARECIMENTO É FUNDAMENTAL PARA QUEM NÃO SABE O QUE DIZ E ESSE SEU BOLG INFORMA DE VERDADE.
    THAIS

    ResponderExcluir