domingo, 5 de fevereiro de 2012

UMA ESTÓRIA BEM HUMORADA DE EVA E ADÃO



Segundo o texto Adão depois de ter comido umas costeletas de porco assada foi tirar um cochilo. Deus aproveitou a ocasião e retirou uma de suas costelas para criar Eva. Quando Adão acordou encontrou um tremendo mulherão deitada na palha, ao seu lado. Curioso que nem mesmo ficou surpreso com o presente divino. O Paraíso que já era um lugar bom, agora, com Eva, ficou ainda melhor. Sorte de Adão do Criador não ter pego a costeleta.

Eva estava dando uns passeios pelo Éden com toda sua ingenuidade, quando uma revoada de passarinhos passou e deu o famoso: fiu, fiu... Repentinamente, Eva foi atraída pela serpente falante. Shhhhhssss queridaaa.... Eva nem mesmo se assustou, pois, não sabia que os animais não falavam. Trocaram altos papos passeando pelo Paraíso. Chegaram próximo onde havia várias culturas e, sutilmente, a serpente tagarela induz Eva a comer uma frutinha da árvore errada. Xiiiiii....danou-se. Não se sabe como, mas dizem que o Todo Poderoso se enfureceu. E por causa de uma simples mordida, os pecados foram transferidos estranhamente para toda a humanidade. Eu jurava que Eva e Adão não tivesse pecado algum.

Bem que o Criador deveria ter colocado um aviso para que a tal árvore não fosse tocada. Ou então deveria ter plantado em outro sítio. Eva comeu a fruta, mas quem gostava mesmo da "fruta" era Adão, daí nasceram Caim e Abel. A narrativa mostra que Deus não teve outra escolha e com isso, precisou mandar seu Filho querido para ser chutado, chicoteado e morto numa cruz para somente depois de todo esse terrorismo, perdoar a humanidade que nem mesmo existia. E de pecados que nem tinham sido cometidos.

Para um bom entendedor, ninguém pode ser perdoado por antecipação, antes, é necessário a ação do pecado para depois ser perdoado. A menos que "Deus" tenha colocado a carroça na frente dos bois, já que se sabe que era o meio de transporte da época. Mas este mito ainda satisfaz muitos pregadores porque é preciso sustentá-lo para dar crédito a morte do Nazareno com suposta remissão dos pecados. Nota-se como eles estão enrolados até os colarinhos com essas estórias, dificultando usar suas caríssimas gravatas. Mas Darwin que não era bobo nem nada, acabou estourando o "balão" dos teólogos com a sua: "Evolução das Espécies". Darwin não matou a cobra e mostrou o pau, pelo contrário, matou Adão e Eva e calou os Criacionistas até hoje. Informação interessante é que dizem que Eva comeu a maçã, mas este fruto nem mesmo é citado no texto. "Eva e Adão" pagaram caro por uma simples maçã, bem mais caro que os produtos da Apple. As histórias sobre maçãs sempre acompanham grandes personalidades, Isaac Newton que o diga.

Se Deus deu a inteligência a Adão, ele só poderia incentivá-lo a usar, e não castigar o primitivo casal logo de cara. Sendo o Criador onisciente, sabia que o casal cometeria o pecado, e, ainda assim, moveu uma ação de despejo contra seus inquilinos, ao invés de perdoá-los como reza a sua Lei. Será que Deus queria arrendar o Éden?

O mais estranho é depois que Caim matou Abel, Deus colocou um sinal em sua testa para que ninguém o reconhecesse, e despachou o pobre Caim no primeiro carro de boi para Nod. Só não entendemos o motivo do sinal, se dizem que a Terra era habitada apenas por Adão e Eva? Curioso é que depois de um tempo Caim voltou casado!!! Seria com uma macaca?

Quanto aos pecados, perguntamos: é justo sofrer pelas trapalhadas dos outros? Pelo jeito, as "uvas verdes" da parábola estavam escondidas debaixo das folhas da parreira, pois passou despercebida aos olhos dos teólogos. A Bíblia diz: "os pais não pagarão pelos erros dos filhos nem os filhos pagarão pelos erros dos pais". Claro, cada um deve quitar o seu próprio carnê, para não sujar o nome dos outros, certo?

Acreditar que Deus perdoou todo o gênero humano somente depois de ter sido indenizado com um pouco de sangue de um justo, mostra uma crença irracional de uma cultura de príscas Eras, sem sentido ou resultado pratico algum. Um dos maiores tropeços do cristianismo. Não se pode aceitar esses contos infantis quando se sabe que tudo foi criação humana para tentar responder o que não sabiam. O mais interessante foi como uma maçã pôde influenciar o mundo.

DEUS, SEGUNDO SPINOZA

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza.

As sábias palavras são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.