quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Igreja boicota novela




A imprensa noticiou que o site exercitouniversal.com.br, formado por fiéis da igreja Universal do Reino de Deus, recomendou o boicote à novela ”Salve Jorge” da Rede Globo. Um dos posts que circula no Facebook diz que a novela vai adorar um “ogum” (identificado como “entidade espírita”) , e que os evangélicos, que “crêem em Jesus”, não devem dar audiência ao folhetim. Esclareça-se de inicio que nós espíritas não adoramos Ogum nem nenhuma entidade africana. Respeitamos os católicos e umbandistas que desejam expressar sua crença da forma que melhor lhes convier.  Mas o que causa preocupação é o fato desse “espírito de seita”, que é anticristão, dizer que São Jorge é entidade espírita, o que demonstra total ignorância sobre o assunto, como se Allan Kardec tivesse sido frequentador de terreiro ou tivesse canonizado alguém. Faz-se mister esclarecer que os responsáveis pelo site não conhecem absolutamente nada sobre a doutrina espírita, por isso demonstram falta de ética ao vir a público falar do que não sabem. Se dizem cristãos, não deveriam condenar as pessoas como se elas fossem suas inimigas, e ainda, debochadamente, afirmarem: “amamos os espíritas, porém não somos obrigados a aceitar isso em nossa casa”; como se a rede Globo pertencesse aos espíritas. Se o deus da bíblia condena adoração de imagens, por outro lado, ele mesmo manda construir dois querubins de ouro e uma serpente de bronze. Apesar de os espíritas não possuírem imagens, perguntamos: é pra construir ou não é para construir imagens? Nota-se que até o deus da bíblia cai em contradição. Os santos da Igreja católica sempre trabalhavam para o Bem; Chico Xavier e Bezerra de Menezes tinham o caráter ilibado, e que mal pode haver em assistir uma novela que fala sobre um santo? Não sou advogado da ICAR, nem da umbanda, mas não se pode misturar Garibaldi com balde de gari. Eles deveriam no mínimo, respeitar o livre arbítrio dos fieis. Portanto, cada coisa no seu lugar. É claro que as pessoas inteligentes, bem informadas, que já aprenderam a pensar por conta própria, certamente não acreditarão nesse tipo de manobra que, na verdade, tem como única preocupação a disputa de audiência. Se não for isso quem sabe seria: “geralmente se proíbe o que se teme”.



terça-feira, 16 de outubro de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Monteiro Lobato





Era viciado em leituras, seduzido, ainda antes de saber ler, pelas gravuras que encontrava em livros e revistas nas estantes do escritório do avô, o Visconde de Tremembé. “A biblioteca de meu avô é ótima, tremendamente histórica e científica. Merecia uma redoma… Cada vez que me pilhava na biblioteca do meu avô, abria um daqueles volumes e me deslumbrava.” “Mais tarde te contarei a minha doença ‘delirium legens’, espécie de ‘delirium tremens’ dos bêbados. Leio tanto que quando vou para a cama meu cérebro continua a ler maquinalmente.” Ou ainda: “A civilização me fez ‘um animal que lê’, como um porco é um animal que come. Dois meses já sem leitura me vêm deixando estranhamente faminto: imagine Rabicó sem cascas de abóbora por 30 dias!”

Obrigado pela família a cursar Direito, Monteiro Lobato (18 de abril de 1882 – 4 de julho de 1948) devorava literalmente tudo o que lhe fosse parar às mãos, comprazendo-se com os clássicos e tomando então consciência da exígua quantidade de obras destinadas a olhos infantis. Fazendeiro, empresário, político, escritor, editor, envereda definitivamente pela produção de livros para crianças em 1926, depois do sucesso das traduções das suas obras no estrangeiro: “Ando com ideias de entrar por esse caminho: livros para crianças. De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça. Mas para as crianças um livro é todo um mundo. Lembro-me de como vivi dentro do ‘Robinson Crusoé’ de Laemmert. Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar. Não ler e jogar fora, sim morar, como morei no ‘Robinson’ e no ’’Os filhos do Capitão Grant’.” Monteiro Lobato era espírita.

Não se pode falar em condenação eterna


Muitos acreditam na crença das penas eternas, como se Deus pudesse ser pego de surpresa com os nossos erros. Há, no mundo cristão, a crença de que, se nós cometemos pecados usando mal o nosso livre-arbítrio, Deus nos punirá com a condenação eterna num inferno de fogo e enxofre.

Primeiro, não existe fogo nem enxofre no mundo espiritual por se tratarem de elementos físicos. Segundo, sendo Deus infinitamente bom, infinito é o seu perdão. Então, se o perdão é infinito, temos a eternidade para nos arrepender e sermos perdoados.

Mas as igrejas não admitem que, se Deus criou as almas e lhes deu o livre-arbítrio, antes disso, o Criador já possuía a presciência, sabendo antecipadamente a decisão que seu filho tomaria.
Com base nessa premissa, não se pode falar em condenação eterna. Se as almas são criadas no momento da concepção, Deus sabe qual alma irá sucumbir à vida terrena. E, se sabe, então por que a criou? Seria melhor criar almas que usariam o livre arbítrio apenas para o bem.

Independentemente dos erros, sempre teremos oportunidades de quitá-los perante a justiça divina. Não é justo, por causa de um pecado, Deus condenar eternamente essa alma sem usar um critério justo de proporcionalidade de pena, punindo a todos da mesma forma, independentemente do grau de seus pecados.

Se o pecado é temporário, a pena não pode ser eterna, e se não é da vontade do pai que nenhum de seus filhos se percam (Mt 18:14), então, a vontade de Deus é a que prevalece, logo, todos serão salvos.

Publicado no O Tempo

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199904,OTE&IdCanal=2



Brasileiro lê, em média, quatro livros por ano, revela pesquisa.


A média de leitura do brasileiro é de 4 livros por ano, sendo apenas 2,1 livros até o fim, segundo a 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada nesta quarta-feira. O número é menor do que o registrado em 2007, quando foi feita a 2ª edição da pesquisa. Na época, a média de livros lidos por ano era de 4,7.

O levantamento foi feito pelo Ibope Inteligência com 5 mil entrevistados em 315 municípios entre junho e julho de 2011. A pesquisa, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, mostra ainda que metade da população - cerca de 88,2 milhões de pessoas - é considerada leitora, ou seja, leu ao menos um livro nos últimos três meses. O índice é menor do que o registrado em 2007, quando 55% da população havia declarado ter lido ao menos um livro nos três meses que antecederam a pesquisa. O Centro-Oeste é a região com melhor média de livros lidos, seguido pelo Nordeste, Sudeste, Sul e Norte.

A Bíblia é o livro mais lido no Brasil, seguido por livros didáticos, romances, livros religiosos, contos e livros infantis. As mulheres leem mais do que os homens. Enquanto 53% delas são leitoras, entre os homens o índice é de 43%.

Ainda segundo a pesquisa, 75% da população nunca frequentou uma biblioteca na vida. Presente à abertura do seminário Retratos da Leitura no Brasil, no qual o levantamento foi divulgado, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse que o governo trabalha para zerar o número de municípios sem biblioteca.

- A leitura, quando vai além do livro didático, vai permitir a formação do cidadão, vai dar ao cidadão as ferramentas do conhecimento, permitir a ele desenvolver a capacidade de reflexão e análise, de questionar e desenvolver seu pensamento e sua opinião. A literatura tem essa capacidade. A televisão não permite tanto a reflexão quanto o livro - afirmou a ministra.

Durante o evento, fez-se um minuto de silêncio em homenagem ao escritor Millôr Fernandes, que faleceu na madrugada desta quarta-feira. Ana de Hollanda considerou a morte do escritor uma “perda irreparável”.


É a bíblia a palavra de Deus?



Se a bíblia fosse a palavra de Deus como muitos pretendem, deveria ser como o sol, estando presente em todos os países do mundo para beneficiar todos os povos; deveria  ser como a Lei da gravidade, que atrai os corpos em qualquer lugar da Terra sem escolher pessoas; deveria de ser como a chuva, que beneficia todas as lavouras e plantações do mundo, conforme podemos concluir dessa fala de Jesus: “o Pai que está no céu faz o sol nascer sobre maus e bons, e a chuva cair sobre justos e injustos” (Mt 5,45). Se a bíblia fosse a palavra de Deus, deveria ter uma linguagem clara, onde ninguém pudesse interpretá-la erroneamente. Não deveria incentivar as guerras, contendas e divisões entre povos; não incentivaria ao infanticídio, a invasão de residências e nem mesmo a matanças de pobres animais indefesos. A Bíblia incentiva a violência contra a própria natureza humana; e como Deus pode dar o aval para todos esses crimes? Como Deus pode colocar um filho contra o outro? Só mesmo pessoas que não percebem que este livro não passa de um livro HISTÓRICO, pode acreditar que Deus tenha participado em algum momento de seus versículos. Se a Bíblia fosse a palavra de Deus, obrigatoriamente deveria de estar presente em todos os mundos habitados no universo. Ela está? A frase: "a Bíblia é a palavra de Deus", serve apenas para dar credibilidade as escrituras hebraicas, com seus 22 livros, que não correspondem aos constantes das Bíblias cristãs, já que sabemos que todos foram uma mera escolha humana. Como um livro que contêm mitos, lendas, citações infantis, corriqueiras e até cômicas de um povo antigo, pode ter a participação do Criador? Dizer que Deus nos deixou sua palavra na Bíblia é afirmar que ele encerrou o expediente em 100 d.C. Por causa dessa pedagogia de teólogos ignaros, Nietzsche asseverou: "para ler o Antigo Testamento o indivíduo precisa calçar luvas devido a tanta imundice". O ensino religioso deveria passar pelo crivo da razão de pessoas críticas, cultas, letradas, justamente para não causar o sectarismo e o preconceito como tem acontecido, desde os princípios dos tempos. A Bíblia é um livro que qualquer um pode usar qualquer versículo para defender qualquer ideia, seja ela certa ou errada, boa ou ruim. Onde estava Deus que não soube que este livro causaria separação entre as pessoas? Continuou descansando após criar o mundo? Claro que não. "A Igreja comete quase uma blasfêmia ao conferir autoridade "divina" a textos repletos de erros, omissões, contradições, falsas conclusões, perjúrios e mentiras óbvias". Jesus foi comercializado, esticado, codificado, produzido e virou mito". "Se nos afastarmos da crença da ascensão do corpo físico de Jesus crucificado, crescerá no coração de cada um, e mesmo no coração daqueles que se educaram dentro do cristianismo tradicional, a fé nas verdades puras, ensinadas pelo próprio Cristo".
Deus age através de suas leis que se manifestam na natureza; não age diretamente em nada e muito menos escreve livros.

A comunicação com os mortos e os cristãos



Há no seio de algumas linhas de fé cristã a ideia de que não existe a comunicação com os mortos ou é proibida por Deus. Com uma observação mais atenciosa, notamos que é um grande equívoco tal afirmativa. Se Moisés proibiu seu povo de se comunicar com os espíritos, é porque a comunicação existe e a proibição foi por motivos disciplinares. Jesus, no monte Tabor, falou com Moisés e Elias depois de mortos.

A mediunidade é uma faculdade natural; é uma predisposição que todos os seres humanos possuem em vários graus de desenvolvimento. Ela não é utilizada somente para a comunicação com os espíritos, mas para a realização de curas de doenças, com a utilização dos fluidos espirituais. Sendo uma lei natural, Deus não poderia criar algo se fosse abominável a Ele mesmo. Mas o que aqueles religiosos não percebem é que a comunicação é a prova contra o ateísmo de que a vida continua mesmo após a morte do corpo.

Os ateus podem se convencer de que a vida espiritual existe. Em 2007, foi publicado o livro "Novas Utopias", no qual o espírito de dom Helder Câmara se comunica com o médium Carlos Pereira. O livro foi aceito pelo Vaticano, sendo comercializado pela própria Igreja Católica.

Essa comunicação também faz parte dos estudos da transcomunicação instrumental, na qual os espíritos se comunicam via computador. Esse estudo será tese de mestrado da cientista Sonia Rinaldi, que poderá provar a imortalidade da alma e a relação intermundos.

Publicado no O Tempo

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=198768,OTE&IdCanal=2

O declínio de religiões como o cristianismo



Circula pela internet e até em revistas conceituadas a informação de que o islamismo está em franca expansão, e o cristianismo, perdendo adeptos. As crenças herdadas dos antigos cristãos estão repletas de erros de toda natureza. Citações contraditórias, lendárias e anticientíficas estão fazendo o cristianismo, puro ou de origem, objeto de chacota, desacreditado pelas pessoas de maior percepção.

Os teólogos das igrejas cristãs são os maiores responsáveis pelo declínio do cristianismo. É preciso evoluir. O Islã pode superar o Evangelho de Jesus, segundo estimativa feita em vários países. Então, é preciso começar a substituir as propostas dogmáticas e fundamentalistas, que até hoje não conseguiram unir os cristãos - ao contrário, separam-nos mais. Dessa maneira, como podemos esperar pertencer a um só rebanho para um só pastor com crenças divisionistas criadas a cada esquina?

O islamismo é uma religião do Oriente Médio que vem apresentando intenso crescimento no Ocidente. As causas desse fenômeno são, antes de tudo, o recuo do cristianismo frente aos avanços da filosofia, do uso da razão e da ciência moderna, o que deixou um vácuo enorme na consciência religiosa ocidental, esse que foi preenchido por outras religiões. O declínio do cristianismo também foi causado por fatos históricos, como a Inquisição e as Cruzadas; mas, agora, o motivo é a falta de evolução das ideias doutrinárias. Se não houver uma reforma religiosa, a partir da qual se adote uma postura mais séria, sem desprezar a ciência, não sabemos como o Brasil será daqui a 30 anos.

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=196946,OTE&IdCanal=2


domingo, 5 de fevereiro de 2012

UMA ESTÓRIA BEM HUMORADA DE EVA E ADÃO



Segundo o texto Adão depois de ter comido umas costeletas de porco assada foi tirar um cochilo. Deus aproveitou a ocasião e retirou uma de suas costelas para criar Eva. Quando Adão acordou encontrou um tremendo mulherão deitada na palha, ao seu lado. Curioso que nem mesmo ficou surpreso com o presente divino. O Paraíso que já era um lugar bom, agora, com Eva, ficou ainda melhor. Sorte de Adão do Criador não ter pego a costeleta.

Eva estava dando uns passeios pelo Éden com toda sua ingenuidade, quando uma revoada de passarinhos passou e deu o famoso: fiu, fiu... Repentinamente, Eva foi atraída pela serpente falante. Shhhhhssss queridaaa.... Eva nem mesmo se assustou, pois, não sabia que os animais não falavam. Trocaram altos papos passeando pelo Paraíso. Chegaram próximo onde havia várias culturas e, sutilmente, a serpente tagarela induz Eva a comer uma frutinha da árvore errada. Xiiiiii....danou-se. Não se sabe como, mas dizem que o Todo Poderoso se enfureceu. E por causa de uma simples mordida, os pecados foram transferidos estranhamente para toda a humanidade. Eu jurava que Eva e Adão não tivesse pecado algum.

Bem que o Criador deveria ter colocado um aviso para que a tal árvore não fosse tocada. Ou então deveria ter plantado em outro sítio. Eva comeu a fruta, mas quem gostava mesmo da "fruta" era Adão, daí nasceram Caim e Abel. A narrativa mostra que Deus não teve outra escolha e com isso, precisou mandar seu Filho querido para ser chutado, chicoteado e morto numa cruz para somente depois de todo esse terrorismo, perdoar a humanidade que nem mesmo existia. E de pecados que nem tinham sido cometidos.

Para um bom entendedor, ninguém pode ser perdoado por antecipação, antes, é necessário a ação do pecado para depois ser perdoado. A menos que "Deus" tenha colocado a carroça na frente dos bois, já que se sabe que era o meio de transporte da época. Mas este mito ainda satisfaz muitos pregadores porque é preciso sustentá-lo para dar crédito a morte do Nazareno com suposta remissão dos pecados. Nota-se como eles estão enrolados até os colarinhos com essas estórias, dificultando usar suas caríssimas gravatas. Mas Darwin que não era bobo nem nada, acabou estourando o "balão" dos teólogos com a sua: "Evolução das Espécies". Darwin não matou a cobra e mostrou o pau, pelo contrário, matou Adão e Eva e calou os Criacionistas até hoje. Informação interessante é que dizem que Eva comeu a maçã, mas este fruto nem mesmo é citado no texto. "Eva e Adão" pagaram caro por uma simples maçã, bem mais caro que os produtos da Apple. As histórias sobre maçãs sempre acompanham grandes personalidades, Isaac Newton que o diga.

Se Deus deu a inteligência a Adão, ele só poderia incentivá-lo a usar, e não castigar o primitivo casal logo de cara. Sendo o Criador onisciente, sabia que o casal cometeria o pecado, e, ainda assim, moveu uma ação de despejo contra seus inquilinos, ao invés de perdoá-los como reza a sua Lei. Será que Deus queria arrendar o Éden?

O mais estranho é depois que Caim matou Abel, Deus colocou um sinal em sua testa para que ninguém o reconhecesse, e despachou o pobre Caim no primeiro carro de boi para Nod. Só não entendemos o motivo do sinal, se dizem que a Terra era habitada apenas por Adão e Eva? Curioso é que depois de um tempo Caim voltou casado!!! Seria com uma macaca?

Quanto aos pecados, perguntamos: é justo sofrer pelas trapalhadas dos outros? Pelo jeito, as "uvas verdes" da parábola estavam escondidas debaixo das folhas da parreira, pois passou despercebida aos olhos dos teólogos. A Bíblia diz: "os pais não pagarão pelos erros dos filhos nem os filhos pagarão pelos erros dos pais". Claro, cada um deve quitar o seu próprio carnê, para não sujar o nome dos outros, certo?

Acreditar que Deus perdoou todo o gênero humano somente depois de ter sido indenizado com um pouco de sangue de um justo, mostra uma crença irracional de uma cultura de príscas Eras, sem sentido ou resultado pratico algum. Um dos maiores tropeços do cristianismo. Não se pode aceitar esses contos infantis quando se sabe que tudo foi criação humana para tentar responder o que não sabiam. O mais interessante foi como uma maçã pôde influenciar o mundo.

DEUS, SEGUNDO SPINOZA

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza.

As sábias palavras são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Cientistas e expoentes espíritas



Allan Kardec não estava sozinho nos estudos espíritas de sua época, havia grandes homens ao seu lado. Kardec estudou em Yverdun (Suíça), com Pestalozzi, de quem se tornou discípulo. Exerceu grande influência na reforma nos estudos na Alemanha e França. Publicou o Curso prático e teórico de aritmética; Gramática francesa clássica; Catecismo gramatical da língua francesa. Tornou-se professor no Liceu Polimático em Fisiologia, Astronomia, Química e Física em 1849.William Crookes, sábio inglês e físico, seguiu os estudos de Kardec e realizou experiências com a médium Florence Cook; demonstrando que os espíritos voltam e se tornam visíveis, tangíveis e examináveis, de modo a não deixar dúvidas quanto à imortalidade da alma e sua possibilidade de comunicação com os vivos. Arthur Conan Doyle, criador de “Sherlock Holmes”, de família católica, gostava de ler Darwin e foi um fervoroso espírita. Escreveu entre outras obras: “A Historia do Espiritismo” e o “O Caso das Fotografias de Espíritos” e realizava palestras mostrando espíritos fotografados por ele. Vitor Hugo autor do romance “os Miseráveis”, era inimigo da pena de morte: "A cabeça do homem do povo está cheia de princípios úteis... cultivai, decifrai, regai, esclarecei, moralizai, utilizai essa cabeça e não tereis necessidade de cortá-la!". Era pensador, dramaturgo, romancista, historiador, panfletista, orador, jornalista e espírita. O astrônomo Camille Flamarion, grande erudito e espírita convicto, amigo de Kardec, foi o escolhido para fazer a prece durante o enterro do Codificador do Espiritismo. Monteiro Lobato registrou em atas as sessões mediúnicas das quais participava em grupo familiar. Lobato se tornou espírita por meio de leituras de William Crookes, conforme consta no livro: Monteiro Lobato e o Espiritismo. Ernesto Bozzano foi um erudito italiano e trabalhou com Eusápia Paladino, médium de efeitos físicos. Alexandre Aksakof, diplomata russo e filosofo, estudou a materialização de espíritos e refutou posições materialistas. Friedrich Zöllner, físico alemão e William Crawford da Universidade de Belfast também contribuíram com seus estudos. O Espiritismo sempre despertou interesse de intelectuais, sábios, cientistas, pessoas comuns, em todos os tempos, pois é profundo e verdadeiro, evolucionista e progressista, próprio para responder questionamentos do mundo moderno.

Publicado na Folha do Interior

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Conheça um pouco do Hubble




O telescópio Hubble foi idealizado na década de 40, projetado e construído nos anos 70 e 80 e em funcionamento desde 1990, o Telescópio Espacial "Hubble" está revolucionando a Astronomia, representando nos dias de hoje aquilo que a luneta de Galileu representou no século XVII. A grande importância do Telescópio Espacial Hubble (nome dado em homenagem ao astrônomo norte-americano Edwin Powell Hubble que viveu de 1889 a 1953) está no fato de ele estar fora da atmosfera da Terra. A luz dos astros para chegar a ele não precisa passar por nossa atmosfera. Toda informação que obtemos de um astro está na luz que vem deles. A atmosfera sempre "some" com parte dessa informação e é por isso que os observatórios astronômicos profissionais sempre são construídos em locais bem altos. Mesmo assim um telescópio "de solo" somente conseguirá momentaneamente uma resolução de imagem superior a 1,0 segundo de arco, isso em condições atmosféricas extremamente adequadas à observação. Com essa resolução somos capazes de ver uma bola de futebol a 51,5 km de distância. A resolução do Hubble é cerca de 10 vezes melhor, ou seja, de 0,1 segundo de arco. Com essa resolução e com a ajuda de técnicas de reduções fotográficas feitas por computador, podemos distinguir separadamente objetos suficientemente brilhantes a até menos de dois metros de distância um do outro, como os dois faróis de um carro que estivesse na Lua.


A "potência" de um telescópio está na quantidade de luz que ele pode receber instantaneamente de um objeto. Quanto maior o diâmetro da objetiva do telescópio, maior a sua "potência". O Hubble é um telescópio refletor (seu elemento óptico principal é um espelho) com 2,40 metros de diâmetro. Se fosse um telescópio de solo ele seria considerado de porte médio. (Os 2 maiores telescópios do mundo estão no observatório de Mauna Kea no Havaí e têm 10 metros de diâmetro cada. Existem 28 telescópios maiores que o Hubble, espalhados pelo mundo, em funcionamento.) Mais que um telescópio, o Hubble é um verdadeiro observatório espacial, contendo instrumentação necessária a vários tipos de observação. (Contém 3 câmeras, 1 detector astrométrico e 2 espectrógrafos). Além de fotografar os objetos e medir com grande precisão suas posições, o Hubble é capaz de "dissecar" em detalhes a luz que vem deles. O Hubble está em uma órbita baixa, a 600 km da superfície da Terra e gasta apenas 95 minutos para dar uma volta completa em torno de nosso planeta. Com atenção é possível observar a passagem do Hubble pelo céu, da mesma forma que se pode ver um satélite orbital passando por cima de nossa cabeça. A energia necessária para o seu funcionamento é coletada por 2 painéis solares de 2,4 x 12,1 metros cada. A sua massa é de 11.600 kg.



Os objetivos do Hubble podem ser resumidos como sendo: Investigar corpos celestes pelo estudo de suas composições, características físicas e dinâmica; Observar a estrutura de estrelas e galáxias e estudar suas formação e evolução; Estudar a história e evolução do universo. Para atingir seus objetivos a pesquisa do Hubble é dividida em Galáxias e Aglomerados; Meio Interestelar; Quasares e Núcleos Ativos de Galáxias; Astrofísica Estelar; Populações Estelares e Sistema Solar. Curiosamente, o Hubble com todo o seu desempenho não consegue “enxergar” um astronauta no solo lunar.



Jupiter visto pelo Hubble