sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Os dois pilares da fé cristã são baseados em mitos

Os dois pilares que sustentam a fé cristã são a morte de Jesus na cruz como remissão dos pecados e sua ressurreição. Para um bom observador, esses fundamentos estão, aos poucos, perdendo força e credibilidade. Como explicar Jesus ter morrido na cruz para salvar a humanidade dos pecados se a humanidade nem mesmo existia? Deus não enviou Jesus ao mundo para ser cuspido, chicoteado e pregado numa cruz para, depois de todo esse suplício, perdoar os pecados que nem mesmo tinham sido cometidos. Ninguém é perdoado por antecipação.

Sobre a ressurreição, há relatos de que o deus Hórus, do antigo Egito, também ressuscitou no terceiro dia. Da mesma forma que Krishna também ressuscitou. No Bhagavad Gitá, Krishna era considerado o deus encarnado na Terra, o salvador do mundo. Nasceu miraculosamente de uma virgem e declarava: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". E, para surpresa dos cristãos, Hórus ressuscitou El-Azaru, que, traduzido para o latim, é Lázaro. Se a história diz que Jesus ressuscitou esse homem, Hórus o fez muito antes de Jesus nascer.


O Jesus histórico foi mitificado por Paulo para ser aceito pelos romanos e se igualar a outras divindades cultuadas por religiões mais antigas. Nota-se que os dois pilares da fé cristã não estão baseados em fatos originais, mas em mitos. Todavia, essa mítica não desmerece a figura do Jesus histórico, que nos trouxe ensinamentos elevados de boa conduta que servem para todos os seres humanos por serem universalistas.


Publicado no O Tempo de Belo Horizonte

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=191787,OTE&IdCanal=2



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2012 e a Nova Era



É natural ao fim de cada ano surgir muitas predições e especulações sobre o futuro, mas onde está a verdade sobre tais anunciações? O espiritismo por se basear na lógica e na ciência, tem uma posição diferente de linhas religiosas mitológicas. Segundo os espíritos Superiores, haverá uma mudança de comportamento, uma mudança consciencial, que será gradativa. Os cataclismos já estão acontecendo com terremotos e tsunamis, que são necessários para a depuração da raça humana e não um castigo divino como pensam alguns. A comunidade científica com ajuda de milhares de astrônomos amadores e do telescópio Hubble, não identificou nenhum planeta ou meteoro que possa vir a colidir com a Terra, para um suposto “fim do mundo”. Muitas especulações têm como referência as profecias Maia, que eram excelentes astrônomos e observadores e mapearam com bastante precisão as fases e movimentos de diversos corpos celestes, todavia, não previram sua própria extinção. Mas haverá uma mudança de Era, quando o mundo receberá uma grande legião de Espíritos mais evoluídos que formarão os seres da Nova Era, prevista por Kardec, proposta por Jesus, anunciada por João na Bíblia. Em Lucas, lemos:Eis que quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água segui-o até à casa em que ele entrar.”(Lc 22:10). O homem que leva um cântaro de água é o símbolo de Aquárius e Jesus representa a Era de Peixes (Ichthys), pois era considerado o pescador de homens, daí do símbolo do cristianismo no passado ser um. Então passaremos para a Era de Aquarius. Sobre o fim do mundo, em Apocalipse, livro central desta idéia surge em (Mt 28:20), onde Jesus afirma: “Eu estarei convosco até ao fim do mundo”,mas em outra bíblia, lemos: (...)“até a consumação dos séculos”. Todavia, os textos estão mal traduzidos e a palavra grega usada era “aeon” (αιών) , que significa Era. “Eu estarei convosco até ao fim da Era”. Portanto, no ano vindouro, aproveitemos para melhorar o nosso modelo mental, colaborando para a melhora do planeta, pois as novas gerações transformarão o planeta Terra num mundo de regeneração.


Publicado na Folha do Interior

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Excessos por causa dos vícios lotam os hospitais


A população brasileira reclama da falta de leitos hospitalares, culpando os profissionais da saúde e o governo por isso. Mas há um ponto que merece atenção e reflexão. Pelo menos 50% dos leitos hospitalares estão ocupados por pessoas que, durante longos anos, cultivaram excessos de toda natureza.

Por exemplo: o alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo. No Brasil, 90% das internações nos hospitais psiquiátricos têm como causa o álcool, que também dilacera o pâncreas e o fígado.


O fumo mata milhões de pessoas no mundo, causando câncer no pulmão, na boca, na faringe e no estômago. Provoca infarto no miocárdio, aneurisma, catarata, doenças respiratórias e até amputação de membros. Muitos pacientes chegam ao cúmulo de, escondidos, fumarem dentro do próprio hospital.


As drogas ilícitas causam arritmia cardíaca, trombose, necrose cerebral, AVC, insuficiência renal e cardíaca, depressão, perda de memória e disfunções no sistema reprodutor e respiratório, além de câncer.


Enquanto essas pessoas ocupam leitos, devido a seus desregramentos, as que levaram uma vida regrada e sem vícios ficam sofrendo em casa ou nos corredores dos hospitais, sem atendimento.


Não há outra saída para a melhoria da saúde pública se a população não conter seus vícios. Um melhor atendimento ao público não basta, é preciso mais que isso: a conscientização do povo de que está morrendo por causa de seus próprios vícios.


É preciso prevenir.

Publicado no O Tempo de Belo Horizonte

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=188612,OTE&IdCanal=2

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O espiritismo é o cristianismo redivivo

O cristianismo primitivo foi transformado ao longo dos séculos numa religião mítica, onde criaram vários dogmas exclusivistas e artigos de fé divisionistas que acabou desviando do foco principal que era melhorar o coração dos homens. Até os nossos dias a mítica é mais divulgada que os ensinamentos éticos. É por este motivo que o espiritismo tenta resgatar o cristianismo puro e simples. Ele é o cristianismo redivivo que apóia os simples princípios de boa conduta ensinados por Jesus. Muitas crenças míticas foram herdadas de outras religiões e os teólogos antigos deram mais ênfase a elas do que aos ensinamentos universalistas. Por isso que Kardec, no Evangelho Segundo o Espiritismo, deu grande atenção aos ensinamentos de Jesus, sem se prender a pontos divergentes ou citações míticas. Metaforicamente falando, os mitos podem ser verdadeiros, mas jamais devem ser aceitos literalmente. Os mitos e os artigos de fé acabaram distanciando as pessoas devido ao seu exclusivismo. O respeito ao semelhante e a natureza com o um todo, o amor e a fraternidade incondicional deixaram de ser o mais importante na religião cristã, e é isto que esta faltando hoje no planeta: união e amor. Ter consciência espírita ou consciência cristã é pôr em pratica esses valores éticos básicos e não a aceitação de crenças estranhas que estão matando o cristianismo. Estamos com dois mil anos de catequese cristã e nem por isso o mundo melhorou como deveria, Jesus é o nosso guia e modelo. É o representante do Amor e é preciso que os homens se voltem mais para a pratica do bem e da elevação do que a simples aceitação de regras de fé ou dogmas que não conseguem transformar as pessoas em seres humanos melhores. É por este motivo que o espiritismo veio resgatar o evangelho primitivo ou de origem, pois sem os divisionismos exclusivistas, poderemos atingir o principal objetivo; a união das pessoas.

A religião precisa evoluir

O Espiritismo tem como tríade a religião, filosofia e a ciência. Na religião temos o ensino comportamental deixado por Jesus, como um código de ética que serve para todas as pessoas inclusive para quem não tem religião. Na base filosófica, o uso da lógica aristotélica com o uso da razão e o bom senso. É a arte do pensar bem, carro chefe da doutrina, sem a aceitação cega ou submissa. A ciência espírita é de observação com base nos fenômenos espirituais que são de ordem natural. Para entender o espiritismo é necessário haver os três aspectos que faz com que o homem evolua moral, intelectual e cientificamente. Não há como a humanidade evoluir sem essa tríade. No passado acreditava-se que a Terra era plana e que ficava no centro do sistema solar. Pensava-se que Deus castigava os povos como lemos nas paginas do Antigo Testamento. O deus cruel e vingativo, imperfeito e instável era o conceito de Deus cultivado pelos homens do passado. Mas somente após o iluminismo foi rompida as algemas da ideologia religiosa dominante, que inibia o livre pensamento, formando um novo conceito filosófico religioso. A religião precisa evoluir de acordo com o mundo e as que não seguirem essa evolução deixaram de existir, pois a humanidade fará a seleção naturalmente, sem guerras ou imposições. O tempo dos mitos e lendas cristãs já passou, hoje estamos na Era do Espírito, onde descobrimos novos horizontes que somente a doutrina dos Espíritos pode explicar. Kardec além de prudente, afirmou: “se o espiritismo estiver em desacordo com a ciência, que ele se modificasse naquele ponto e seguisse a ciência”. A doutrina é progressista própria para o homem do século XXI, pois, que não teme a evolução do mundo. O espírita também é um livre pensador, não havendo espaço para dogmas absolutos ou regras humanas impróprias, pois quem ama a verdade não teme questionar a própria crença.

O espiritismo e a iconolatria


Há no meio cristão o culto à Maria e os católicos usam como símbolo uma imagem. Os espíritas não utilizam nenhum tipo de imagens ou simbologia, por entendermos ser desnecessário, todavia, respeitamos os nossos irmãos católicos que assim desejam professar sua fé. E Maria merece o respeito de todos nós, pois, foi a mãe do nosso guia e modelo, Jesus. É um grande equivoco algumas linhas de fé cristã pensarem que Deus proibiu o culto a imagens como lemos no (Ex 20,40). Se por um lado foi o Criador que proibiu, por outro, ele mesmo manda construir uma serpente de bronze (Nm 21:8) e dois querubins de ouro (Ex 25,18). Pela evidente contradição nota-se que tal ordenamento não é divino mas humano, criado pelo legislador hebreu na intenção de fazer o seu povo acostumar a adorar um Deus invisível. Os católicos sabem muito bem que não é a imagem em si que irá ajudá-los, mas é uma forma de reverenciar o seu santo de devoção. Imagine se o Criador do universo estaria preocupado com seus filhos que rezam diante de uma imagem. É mais condenável os que repudiam de forma hostil esse ato de fé dos católicos. Uma vez que o fiel se sinta bem, ajoelhado diante de uma imagem, a concentração se torna maior e o poder do pensamento atinge o objetivo. O importante é que seja uma oração com sentimentos sinceros, de forma silenciosa para manter a paz interior e o devido equilíbrio em sintonia com o Alto. Se um dia quisermos fazer parte de um só rebanho para um só pastor, é necessário dar atenção aos pontos convergentes, mantendo um convívio harmonioso com todas as religiões. Se Jesus não fundou religião nenhuma, então, não se pode dizer que esta é melhor do que aquela, pois todas são humanas.

domingo, 5 de junho de 2011

Livro espírita não deve ser recolhido, decide juiz

Os exemplares do livro “Obras Póstumas de Allan Kardec”, editado pelo Instituto de Difusão Espírita, não devem ser recolhidos. O juiz federal Marcelo Freiberger Zandavali, substituto da 3ª Vara Federal de Bauru, negou pedido de liminar feito em Ação Popular.

Pedro Valentim Benedito entrou com a ação, com pedido de antecipação de tutela, sob o argumento da obra ser lesiva ao patrimônio histórico e cultural e por veicular conteúdo racista. Ele baseou o pedido, dentre outros documentos, na Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, tratado internacional cujo cumprimento, em território nacional, foi objeto do Decreto nº 65.810/69.

O juiz Marcelo Zandavali destacou trecho da convenção sobre discriminação racial. “Entende-se discriminação racial qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência fundadas na raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por fim ou efeito anular ou comprometer o reconhecimento, o gozo ou o exercício, em igualdade de condições, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais nos domínios político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio da vida pública”.

De acordo com o juiz, o Instituto não teve a intenção específica de anular ou comprometer o reconhecimento, o gozo ou o exercício dos direitos humanos e liberdades fundamentais dos negros. Ao contrário, em “nota explicativa”, ao final do livro, expressa o “mais absoluto respeito à diversidade humana, sem preconceito de nenhuma espécie”. Ele ressaltou, ainda, que a obra traz a opinião de uma pessoa que viveu no século XIX, época em que era comum este tipo de pensamento com relação aos negros, tanto que em boa parte dos países ainda havia a escravidão.

Assim, de acordo com ele, “fica clara como água da rocha a intenção dos editores de divulgar, sem mutilações, o pensamento kardecista, sem, para tanto, elevar a distinção baseada na cor da pele em ideologia discriminatória”. Com informações do Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal de primeiro grau em São Paulo.

Ação Popular nº 0003015-78.2011.403.6108

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O ser humano entre a fé e o conhecimento

Nas linhas religiosas cristãs, predomina o pensamento de que a fé vale mais que o conhecimento e que na Bíblia há de tudo para que o homem possa saber. Ora, o que é o homem sem o devido conhecimento do certo e do errado? O que seríamos sem o conhecimento das ciências?


Muitos pregadores, na infeliz intenção de desqualificar o conhecimento do homem, e a favor de suas crenças, dizem que "a sabedoria do homem não é nada diante da sabedoria de Deus". Como se alguém quisesse saber tanto quanto Deus.


Muitas crenças já não resistem mais à menor análise. Líderes desconversam para que os fiéis não obtenham esclarecimentos. Freud asseverou: "À medida em que os frutos do conhecimento se tornam acessíveis ao homem, mais acelerado é o declínio da crença religiosa".


Todas as religiões merecem respeito, mas todas estão eivadas de mitos e lendas antigas.
O dogma da fé cega sem o concurso da razão é o responsável pelo aumento tanto de ateus como de fanáticos religiosos. O conhecimento proporciona elevação, entendimento e equilíbrio. A fé precisa de uma base, o conhecimento, daquilo em que se crê. Quem defende que é preciso ter fé sem conhecimento está mal-intencionado.


Deus nos concedeu a faculdade do raciocínio para que o desenvolvamos a nosso favor e da humanidade. Desprezar o conhecimento humano é desprezar o estudo de suas leis, mas dizer que a Bíblia contém tudo o que o homem precisa é colocar um limite no Criador, que é ilimitado.


Publicado no O Tempo

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=172986,OTE&IdCanal=2





sábado, 7 de maio de 2011

A religiões que estão se autodestruindo



A ciência já demonstrou com a linhagem de fósseis que o homem surgiu na Terra há milhares de anos e em vários pontos do planeta. A ciência não é senão o estudo das transformações dos fenômenos naturais. Muitos interpretam Adão e Eva de forma literal acreditando que foram os primeiros habitantes da Terra e depois de obterem o conhecimento da árvore do Bem e do Mal, cometeram o pecado. Com isso, o pecado esse espalhou pela Terra até os nossos dias. Após séculos, Deus enviou Jesus para pagar pelos pecados com o sacrifício na cruz, que acabou sendo transmitido, não se sabe como, para a humanidade, conhecido como “pecado original”. Mas as igrejas que não aceitam as descobertas cientificas já estão em desvantagem em relação à ciência e as que entendem que Adão e Eva não foram seres reais, mas simbólicos, idem.

Se Adão e Eva são meramente simbólicos, como os teólogos explicam que Jesus tenha se sacrificado na cruz para pagar uma culpa apenas simbólica, cometida por dois seres inexistentes? Como explicar que Jesus tenha morrido por nós se não existíamos? Ninguém pode perdoar pecados por antecipação, tampouco, defender a transmissão desse pecado de Adão e Eva, pois eles além de seres simbólicos a própria bíblia diz; “os pais não pagarão pelos erros dos filhos nem os filhos pagarão pelos erros dos pais”. Lembremo-nos que o Nazareno afirmou; “a cada um será dado segundo suas obras” e não obras de Adão e Eva. As religiões estão se autodestruindo com mitos e lendas que não fazem mais parte de nosso século, por isso é necessário fazer uma verdadeira reforma na teologia cristã, que na verdade é Paulina.

E para aqueles que ainda acreditam que Jesus é Deus, a "coisa" fica ainda mais complicada. Deus vem até a Terra na pessoa de Jesus para pagar pelos pecados para ele mesmo? Ora, ninguém enviar a si próprio para pagar um pecado para si mesmo.

Publicado no O Tempo.

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=170345,OTE&IdCanal=2

domingo, 24 de abril de 2011

Morre o guru indiano Sai Baba


O guru indiano Sathya Sai Baba, um dos mais famosos e influentes líderes religiosos do país, morreu neste domingo aos 84 anos, devido a uma parada cardiorrespiratória. Considerado por seus fiéis a verdadeira encarnação de Deus, Baba havia sido internado no final de março em um hospital de Puttaparthi, no sul da Índia, com complicações respiratórias e renais. Os ensinamentos de Baba, que traziam um misto de crenças hindus e islâmicas, arrebanharam milhões de seguidores em todo o mundo, incluindo importantes líderes políticos, magnatas, artistas e esportistas. O guru era conhecido por sua fala macia, por seus robes de um forte tom amarelo-alaranjado e por seu corte de cabelo em um estilo semelhante ao "afro".

Há tantas histórias sobre Sai Baba que é difícil saber por onde começar. No momento do seu nascimento, instrumentos musicais começaram a tocar sozinhos. Em criança, ele podia materializar lápis, doces, alimentos ou o que precisasse, como se tirasse tudo do ar. Por ocasião de uma das festas sagradas dos hindus, quando todos os homens santos desfilam em pequenos carros alegóricos, as pessoas que observavam o desfile viram Sai Baba, então com cinco anos, sentado no lugar de honra do carro principal. Eles perguntaram por que aquela criança estava sentada ali. Todos os santos e rishis responderam que aquela criança de cinco anos de idade viria a ser o guru daquelas pessoas.

Por volta dos 14 anos, Sai Baba foi picado por um escorpião e ficoudesacordado por vinte e quatro horas. Quando acordou, todos os seus familiares estavam à sua volta; disse-lhes que na sua vida anterior havia sido o grande santo e avatar Shirdi Sai Baba. Os familiares e os amigos que estavam presentes não acreditaram nele. Shirdi Sai Baba foi um dos maiores santos da Índia no final do século XIX e início do século XX. Ele foi um avatar. No seu tempo, muçulmanos e hindus se odiavam; mas isso não impedia que ambos venerassem Shirdi Sai Baba. Ele tinha muitos dos mesmos poderes que Sai Baba tem nesta existência.

Em seu leito de morte, Shirdi Sai Baba havia dito a seus devotos que renasceria oito anos após sua morte, numa determinada vila no sul da Índia. Oito anos depois nasceu Sai Baba, cumprindo a profecia. Contudo, a família e os amigos de Sai Baba não acreditaram nele; então, o menino apanhou um vaso de flores e o jogou no chão. Pedaços do vaso voaram por toda parte, e quando as flores caíram formaram as palavras "Shirdi Sai Baba".

Foi pouco depois desse incidente que ele disse à sua família: "Meus devotos estão esperando por mim. Estou saindo de casa para sempre." Sai Baba saiu de casa e iniciou a formação do seu Ashram.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

As Mães de Chico Xavier - Filme

A exibição do filme “As Mães de Chico Xavier” foi encerrada na quinta-feira no cinema de Barra Mansa, e, provavelmente em outras cidades, ficando em cartaz apenas quatorze dias. O que dá para perceber é que a mídia brasileira deu muito mais espaço para filmes como as produções como Bruna Surfistinha e Tropa de Elite, omitindo um filme baseado em fatos que comoveu platéia. O filme mostra a vida do médium mineiro trazendo uma mensagem de amor e esperança para as mães que perderam seus filhos, sendo muito consolador e instrutivo, beneficia a mentalidade humana e ajuda a civilizar o coração. Mães que perderam seus filhos voltaram a ter esperança depois de receberem cartas psicografadas do nosso querido Chico, traçando particularidades que somente um coração de mãe poderia identificar. Além de saber que apesar do desencarne, seus filhos estão bem e continuam vivos. O filme mostra o lado que o Chico Xavier mais gostava, o de ajudar e confortar as pessoas que estão sofrendo, outrossim, a família. Mas infelizmente a mídia divulga mais os crimes, roubos, corrupção de toda a natureza, esse tipo de matéria vende jornal, revista e dá muitas manchetes no radio e na Tv por um bom tempo, mas quem sabe é consequência do que o povo gosta. Mas quando há um fato relevante ou um filme que dê esperança de reestruturar a família ou o ser humano, não é divulgado. A população brasileira também tem sua parcela de culpa, pois tudo que educa, edifica e eleva o ser humano para uma maior consciência do próprio eu, e a favor da sociedade, parece não atrair a maioria das pessoas. Este é um dos males de uma cultura que precisa se modificar conscientizando-se que é o Bem que merece manchete para servir de inspiração e exemplo para todos. Mas não é só a mídia que não ajudou, há também muita resistência daqueles que adoram ver o povo na ignorância para poder manipular sua mente ingênua e tirar-lhes o pouco que tem.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O JESUS MITICO É COPIA DE OUTRAS RELIGIÕES




O Jesus histórico é verdadeiro, entretanto, o Jesus que foi mitificado por Paulo, nunca existiu, por ser uma cópia fiél de outras religiões, tais como a egípcia, a doutrina de Buda e do hinduísmo. Paulo endeusou e mitificou Jesus principalmente para satisfazer interesses romanos (uma vez que ele era cidadão romano) e também para igualar Jesus a outras divindades cultuadas por religiões mais antigas do que o cristianismo, sobretudo pelas chamadas religiões de mistério do Egito, da índia, da Pérsia, da Grécia e de Roma. Mas a verdade mesmo é que Paulo endeusou e mitificou o Jesus histórico sobretudo para igualar Jesus às divindades cultuadas pelos romanos, como o deus Sol, o deus Mitra(s) e o deus César. Esse ponto de vista é muito bem expresso por diversos estudiosos do cristianismo, por exemplo, pelos renomados escritores Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln, na obra O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, livro best-seller que já teve 17 edições na Inglaterra:


EXISTEM MUITAS SEMELHANÇAS ENTRE KRISHNA E CRISTO


Apresento a seguir muitas semelhanças entre Krishna (deus hindu) e Cristo (deus cristão), quase todas extraídas da obra Krishna, de Édouard Schuré (SCHURE, 1986):


1. Krishna, como Cristo, também era filho de Deus.

2. Krishna, como Cristo, também era Deus encarnado.

3. Krishna, como Cristo, também era a Segunda Pessoa da Trindade.

4. Krishna, como Cristo, também era considerado o único Salvador do mundo.

5. Krishna, como Cristo, também era o Verbo Criador.

6. Krishna, como Cristo, também nasceu miraculosamente (de um parto virginal).

7. Krishna, como Cristo, também era filho de Deus com uma mulher da Terra.

8. A mãe de Krishna, como a mãe de Cristo, foi fecundada por uma divindade, e não por um

homem da Terra.

9. A mãe de Krishna, como a mãe de Cristo, foi concebida sem pecado.

10. Krishna, como Cristo, também se transfigurou.

11. Krishna, como Cristo, também era considerado o Messias.

12. Krishna, como Cristo, também era a Palavra de Deus.

13. Krishna, como Cristo, também fazia muitas curas e milagres.

14. Krishna, como Cristo, também declarava ser O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA: "Eu sou o caminho [...]; eu sou a vida [...]; sou eu mesmo a luz da Verdade [...]" (ROHDEN, Bhagavad Gita, p. 92, n. 18-19; p. 101, n. 11)


15. Cinco mil anos antes de Cristo ensinar que o conhecimento da verdade liberta o homem, "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8, 32), no Bhagavad Gita dos hindus - correspondente ao Evangelho dos cristãos - Krishna já ensinava que, se alguém se apoderar da Verdade, entrará na mansão da suprema beatitude e repousará na paz da divindade. [...] Quem se integra no Ser Supremo e nele repousa está livre da incerteza e trilha caminho luminoso, do qual não há retorno, porque a luz da verdade o libertou do mal (apud ROHDEN, Bhagavad Gita, p. 57, 62)







No antigo Egito não foi diferente a história de Horus é a mesma que contaram de Jesus.

· Nascido da virgem Ísis-Meri em 25 de dezembro numa caverna/manjedoura, com seu nascimento tendo sido anunciado por uma estrela no Oriente e, visitado por três Reis Magos.

· Seu pai terreno chamava-se "Seb" ("José").

· Ele era descendente de uma linhagem real.

· Aos 12 anos de idade foi uma criança que ensinou no templo e, aos 30 foi batizado, após ter desaparecido por 18 anos.

· Foi batizado no rio Eridanus ou Iaurutana (Jordâo) por "Anup o Batizador" (João Batista), que foi decapitado.

· Ele teve 12 discípulos, dois dos quais foram suas "testemunhas" e eram chamados "Anup" e "AAn" (os dois "Joãos").

· Ele realizou milagres, expulsou demônios e ressucitou El-Azarus ( "El-Osíris") dos mortos.

· Hórus andou sobre as águas.

· Seu cognome pessoal era "Iusa" o "Filho eterno desejado" de "Ptah", o "Pai". Ele era chamado de "Divino Filho".

· Ele pregou um "Sermão da Montanha", e seus seguidores recitaram as "parábolas de Iusa."

· Hórus foi transfigurado no monte.

· Ele foi crucificado entre dois ladrões, sepultado por três dias em um túmulo e, em seguida ressuscitado.

· Títulos: O Caminho; a Verdade; a Luz; Messias; Ungido Filho de Deus; Filho do homem; Bom Pastor; Cordeiro de Deus; Verbo feito carne; Palavra da Verdade.

· Ele foi "o Pescador" e era associado com o Peixe ( "Ichthus"), o Cordeiro e o Leão.

· Ele veio para cumprir a lei.

· Era chamado de "o KRST" ou "Ungido".

· Ele deveria reinar por mil anos.

Para saber mais visite o BLOG do Pinheiro.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Espírito Dom Helder se comunica


Foi publicada uma obra que causou surpresa não só na igreja católica mas entre os espíritas. Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999, em Recife (PE), trouxe mensagem através de um médium. A igreja católica que no passado mandava as pessoas para a fogueira por causa da mediunidade ostensiva acreditando que era possuída pelo mitológico demônio, agora, bem mais moderna e evoluída, aceitou a veracidade das comunicações mediúnicas. O Livro é “Novas Utopias” da editora Dufaux psicografado pelo médium Carlos Pereira. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões. Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados. Ao prefaciar o livro do espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a ocorrência do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimátur do Vaticano. Prefaciando a obra, o filósofo e teólogo Inácio Strieder dá opinião favorável além da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados a Igreja Católica. É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem qualquer constrangimento. Essa é a evolução da religião que precisa andar de par com o progresso se não quiser cair no esquecimento até sua extinção. Parabéns para igreja católica que reconheceu a veracidade dos fatos com seriedade e honestidade.


Vaticano e o confessionário eletrônico



Foi publicado no G1 que o Vaticano recentemente condenou a confissão pelo IPhone. Quem diria fazer confissão via Internet.... quando na verdade deveria abolir essa pratica. Nos tempos apostólicos, quando a confissão dos pecados era pública, passava a constituir grande barreira para sua reincidência, o mesmo não ocorreria com a confissão auricular, criada em 1215. Sem dúvida que a maior vítima do confessionário seria a mulher. Esta, caracterizada por um espírito mais sensível à religiosidade, passa a ser vítima de longos e indiscretos interrogatórios. Submete-se, passivamente, diante de um homem solteiro, e, muitas vezes, traumatizado por um celibato mal absorvido pelo seu psiquismo, a questionamentos íntimos e delicados da vida conjugal. Lançam-se, de joelhos, as mulheres, aos pés de um homem cheio das mesmas fraquezas dos outros mortais, na enganosa suposição de que o sacerdote é a representação da divindade. O sacerdote não tem autoridade em perdoar os pecados de ninguém, porque ele também é falho. Ainda que seja religioso, não tem que saber as intimidades das pessoas. Mas a igreja se modificou e hoje existem alguns católicos que promovem um “bate papo” em grupo, onde o padre faz o papel de um psicólogo, fazendo seus fieis refletirem sobre suas ações. Atitude muito bem pensada da igreja. Mas as que ainda realizam a confissão auricular, devem rever essa pratica, pois se Deus é onisciente não há necessidade de se confessar, pois Ele já sabe de tudo.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Quando os espíritos foram criados?


Segundo os espíritos Superiores, Deus criou o homem simples e ignorante, estando destinado a conquistar a perfeição através do aprendizado na multiplicidade das existências. Todavia, não se sabe quando os espíritos foram criados, isso se perde no tempo. O fato é que durante sucessivas encarnações vamos guardando todas as informações no inconsciente, que é o arquivo da alma, daí é que surgem as idéias inatas, onde uma criança de 6 anos de idade, por exemplo, realiza concerto de piano clássico sem ter aprendido na vida presente. A idéia das vidas preexistentes não é nova, encontramo-la nas escrituras “Antes que te formasse no ventre te conheci”(Jr 1,5). Era porque o espírito já existia antes mesmo de ser formado o corpo. Ademais, se admitíssemos que a alma fosse criada no momento da concepção, Deus estaria submisso a vontade dos casais em querer gerar filhos, o que seria inadmissível. Esta passagem no livro de Jeremias é interessante. Para que o ser humano comece a ser formado é necessário que a célula reprodutora masculina fecunde o óvulo, então, o ser começa a se desenvolver lentamente. Aqui dispensamos maiores esclarecimentos, pois, se Deus já conhecia Jeremias antes mesmo da concepção é porque ele já existia como espírito eterno, derrubando assim o dogma da criação da alma durante a fecundação ou na hora do nascimento. Como Deus poderia conhecê-lo sem que ele “o espírito”, tivesse sido criado? Esta passagem nos mostra a pré-existência da alma. Aceitar que a alma é criada no momento da concepção é afirmar que Deus estará condenando-a sem mesmo ter começado a viver, se tomarmos como base a máxima que “serás castigados até a quarta geração”. Como pode, por exemplo, uma criança que nem foi gerada já está sendo condenada pelas atitudes erradas de seu bisavô que sequer conheceu? Se a justiça dos homens não permite que a pena passe da pessoa do condenado, que dirá a justiça de Deus.

A lógica e a justiça da reencarnação.

Não se pode aceitar a bondade de Deus sem a reencarnação. Partindo do princípio instituído por algumas religiões que a alma é criada no momento da concepção, perguntamos; por que Deus cria uma alma para “habitar” um corpo mutilado e outra em corpo perfeito? Onde esta a bondade e a justiça divina? Poder-se-ia argumentar que os pais da criança usavam drogas. Correto. Mas por que Deus colocaria uma alma que acabou de ser criada habitando um corpo deformado sem ela ter feito nada? Como pode uma pessoa nascer com um QI elevado e outra sofrer de idiotismo? Se nos queremos o melhor para nossos filhos Deus não faria diferente. Se as almas fossem criadas no momento da concepção, Deus estaria submisso aos casais a querer ter filhos para depois criar almas. E as que são criadas hoje deveriam ser tão novas e primitivas como as que foram criadas há 5000 anos. E como explicar a lei do progresso já que todas partiriam do zero e chegariam no mesmo estagio? Sem a reencarnação o progresso não existiria. Na exata medida em que reencarnamos vamos acumulando experiências no subconsciente, com o passar do tempo, nascemos com idéias mais ou menos maduras e nossas inclinações começam a aparecer ao longo da vida. Isso são ideias inatas. Por que uns nascem com o dom da musica e da pintura e outros, ainda que estude, não conseguem aprender? Como explicar a falta de proporcionalidade da Justiça Divina, ao aplicar a mesma pena (eterna) a todos os que fossem condenados no "juízo final", independente da gravidade dos seus crimes? Se Jesus nos ensinou a perdoar infinitamente como é que o próprio Deus não teria esta virtude? Se o pecado é temporário a pena não pode ser eterna. A reencarnação não é punição, mas corrigenda. Seria justo uma pessoa que cometeu crimes durante toda sua vida ser totalmente perdoada porque se arrependeu nos últimos minutos de sua vida? Onde esta a justiça para com a vitima? Se fosse dessa maneira não compensaria ser Bom, pois é só se arrepender no final da vida, ficando tudo certo. Percebe-se que a lei dos renascimentos é uma questão de lógica e de justiça e não se tem como negar sua existência, pois, Deus sendo justo, não age com injustiça para com seus filhos.

Cataclismos Naturais

Muitos questionam quanto à justiça divina sobre cataclismos naturais em que milhares de seres humanos morrem de forma trágica. Pessoas boas e más, ricos e pobres, todos, sem distinção. A vida física é um breve piscar de olhos é um relâmpago na eternidade. Os sofrimentos que duram alguns meses ou dias, são ensinamentos que nos servirá no futuro. O esquecimento de nossa verdadeira identidade espiritual aliada ao orgulho e o egoísmo é a causa do sofrimento na Terra. Somos seres espirituais em evolução no mundo material e não lembramos sobre as leis imutáveis do Criador. Esquecemos também da lei de destruição, que é soberana na dimensão física. Os espíritos ensinam que nossa realidade é espiritual, por isso, eles se esforçam nas comunicações, para que não nos desesperemos em momentos naturais extremos e inevitáveis. No O Livro dos Espíritos no capítulo sobre a Lei de Destruição diz; "quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que parte um grande número de almas ao mesmo tempo". E observa, inteligentemente: "se pudéssemos elevar-nos pelo pensamento de maneira a abranger toda a humanidade numa visão única, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo". A lei divina é soberana e essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-las com resignação. Nessas tragédias, cada individuo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, pois nada acontece por acaso. Muitos flagelos são as conseqüências da própria imprevidência do homem, sendo provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de fraternidade. Os avanços tecnológicos e da inteligência servem para criar formas de prevenção para o nosso bem-estar material. Quando soubermos aproveitar todos os recursos de nossa inteligência viveremos num mundo melhor. A destruição é necessária para a regeneração moral do homem e esses flagelos faz o homem avançar mais depressa. As pessoas não respeitam as leis da natureza e a lei de causa e efeito responde à ação arbitrária, logo, esses transtornos são freqüentemente necessários para fazer com que as coisas cheguem a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.

Em busca de conhecimento

Nota-se, observando o comportamento das pessoas, que a grande maioria delas faz parte do senso comum. São aquelas que se engradram dentro de um conceito “padrão” de uma sociedade que pensa mais ou menos da mesma forma, sem ter muito interesse além da rotina que os cerca vivendo sem ser um buscador. Mas o que é “ser um buscador”? Ser um buscador é ser investigativo, é procurar conhecer de tudo, sem limites ou regras preestabelecidas. Notamos que algumas pessoas no dia a dia, saem para trabalhar, voltam, assistem novela e depois dormem. Outras gostam de futebol, filmes de guerra, de crimes, e adoram cachaça. Permanecem nessa rotina durante anos a fio. Perguntamos: qual aprendizado que se obtêm agindo assim? Para a esmagadora maioria da população, isso é o que diverte, é o que satisfaz, pois não tendo interesse pelo aprendizado passam 40, 50 anos ou toda uma vida sem se preocupar em buscar conhecimento. Monteiro Lobato asseverou: "um país se faz com homens e livros".

O buscador é todo aquele que não se satisfaz como que sabe, pois sabe, que nada sabe. Sempre desejando aprender mais, tenta sair das trevas da ignorância para a luz do conhecimento. Obtendo o conhecimento satisfatório o homem passa a ter certezas. É preciso despertar no homem o senso investigativo que existe dentro de cada um de nós. Emmanuel afirmou: a maior responsabilidade do homem para com si mesmo é com sua própria iluminação. Seja um buscador, um investigador, busque informação e o conhecimento, leia de tudo, questione tudo, duvide de tudo, mas vá em busca de respostas lógicas e coerentes. Não se deixe levar pelo que os outros dizem, porque se eles estiverem errados você tomará o erro deles por verdade. Leia obras que nunca teve oportunidade de apreciar, especialmente a que lhe são contrárias ao que pensa sobre alguma coisa, tenha conhecimento de vários assuntos, nunca fique preso a uma só literatura, cultive o hábito pela leitura. Quem ouve um só sino nem mesmo poderá dizer que ele está desafinado.

Questione tudo, se te incomodou. Para viver em equilíbrio, o homem precisa de respostas. Compare suas ideais com a dos outros. Compare sua religião com algumas outras. Quem ama a verdade não teme questionar a própria crença. Se te disserem que estais questionando à Deus, diga que sim: Ele lhe dotou da inteligência exatamente para usá-la. Quem valoriza os seus limites, por certo não se livrará deles. Não vá atrás de pessoas que te limitam a pensar, porque no fundo elas desejam que fiques na ignorância na qual elas se encontram. Freud disse; quanto mais os frutos do conhecimento se tornam acessíveis ao homem mais acelerado é o declínio da crença religiosa. A crença só é boa quando raciocinada, quando não, é fanatismo.

O grande poeta francês Vitor Hugo pronunciou: “quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as ideias”. Desenvolva ideias para seu aprimoramento e dos outros. Estude ciências, física, química, arte, psicologia, filosofia, religiões, abra sua mente para o mundo novo do saber, a mente dilatada pelo aprendizado nunca mais votará ao estagio original.