quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vaticano e o confessionário eletrônico



Foi publicado no G1 que o Vaticano recentemente condenou a confissão pelo IPhone. Quem diria fazer confissão via Internet.... quando na verdade deveria abolir essa pratica. Nos tempos apostólicos, quando a confissão dos pecados era pública, passava a constituir grande barreira para sua reincidência, o mesmo não ocorreria com a confissão auricular, criada em 1215. Sem dúvida que a maior vítima do confessionário seria a mulher. Esta, caracterizada por um espírito mais sensível à religiosidade, passa a ser vítima de longos e indiscretos interrogatórios. Submete-se, passivamente, diante de um homem solteiro, e, muitas vezes, traumatizado por um celibato mal absorvido pelo seu psiquismo, a questionamentos íntimos e delicados da vida conjugal. Lançam-se, de joelhos, as mulheres, aos pés de um homem cheio das mesmas fraquezas dos outros mortais, na enganosa suposição de que o sacerdote é a representação da divindade. O sacerdote não tem autoridade em perdoar os pecados de ninguém, porque ele também é falho. Ainda que seja religioso, não tem que saber as intimidades das pessoas. Mas a igreja se modificou e hoje existem alguns católicos que promovem um “bate papo” em grupo, onde o padre faz o papel de um psicólogo, fazendo seus fieis refletirem sobre suas ações. Atitude muito bem pensada da igreja. Mas as que ainda realizam a confissão auricular, devem rever essa pratica, pois se Deus é onisciente não há necessidade de se confessar, pois Ele já sabe de tudo.


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