Não se pode aceitar a bondade de Deus sem a reencarnação. Partindo do princípio instituído por algumas religiões que a alma é criada no momento da concepção, perguntamos; por que Deus cria uma alma para “habitar” um corpo mutilado e outra em corpo perfeito? Onde esta a bondade e a justiça divina? Poder-se-ia argumentar que os pais da criança usavam drogas. Correto. Mas por que Deus colocaria uma alma que acabou de ser criada habitando um corpo deformado sem ela ter feito nada? Como pode uma pessoa nascer com um QI elevado e outra sofrer de idiotismo? Se nos queremos o melhor para nossos filhos Deus não faria diferente. Se as almas fossem criadas no momento da concepção, Deus estaria submisso aos casais a querer ter filhos para depois criar almas. E as que são criadas hoje deveriam ser tão novas e primitivas como as que foram criadas há 5000 anos. E como explicar a lei do progresso já que todas partiriam do zero e chegariam no mesmo estagio? Sem a reencarnação o progresso não existiria. Na exata medida em que reencarnamos vamos acumulando experiências no subconsciente, com o passar do tempo, nascemos com idéias mais ou menos maduras e nossas inclinações começam a aparecer ao longo da vida. Isso são ideias inatas. Por que uns nascem com o dom da musica e da pintura e outros, ainda que estude, não conseguem aprender? Como explicar a falta de proporcionalidade da Justiça Divina, ao aplicar a mesma pena (eterna) a todos os que fossem condenados no "juízo final", independente da gravidade dos seus crimes? Se Jesus nos ensinou a perdoar infinitamente como é que o próprio Deus não teria esta virtude? Se o pecado é temporário a pena não pode ser eterna. A reencarnação não é punição, mas corrigenda. Seria justo uma pessoa que cometeu crimes durante toda sua vida ser totalmente perdoada porque se arrependeu nos últimos minutos de sua vida? Onde esta a justiça para com a vitima? Se fosse dessa maneira não compensaria ser Bom, pois é só se arrepender no final da vida, ficando tudo certo. Percebe-se que a lei dos renascimentos é uma questão de lógica e de justiça e não se tem como negar sua existência, pois, Deus sendo justo, não age com injustiça para com seus filhos.
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