sábado, 31 de janeiro de 2009

Comunicação com os espíritos

A comunicação com os espíritos obedece a uma lei natural que sempre existiu, índios e selvagens de todos os povos já exerciam essa prática, apesar de não saberem como ocorria, foi assim que, em muitas culturas, surgiram os deuses. Na Grécia antiga os espíritos que se manifestavam eram tidos como os deuses e deusas gregas. A Bíblia é o maior repositório de comunicação com os espíritos e de fenômenos mediúnicos da antiguidade. Moisés quando proibiu o seu povo de se comunicar com os espíritos dos mortos, foi na intenção de implantar o monoteísmo e acabar com a crença em vários deuses. A passagem do espírito de Samuel conversando com o rei Saul através da pitonisa em Endor, Jesus com Elias e Moisés no Tabor, Jesus depois de morto apareceu e conversou com os apóstolos e até hoje milhares de comunicações são feitas por centenas de médiuns espalhados pelo mundo. A virgem de Fátima que apareceu em Portugal para três crianças, e vários outros “Santos” da igreja católica apareceram aos vivos para atestar que a vida não acaba coma morte. Se Moisés proibiu a comunicação com os espíritos, era porque eles podiam se comunicar, pois ele não iria proibir algo que não existia. E se Deus criou a mediunidade, que é a faculdade que proporciona essa comunicação, não pode ser algo abominável! Se muitos admitem que os espíritos dos mortos estão dormindo, muitos outros estão acordados e se comunicando, ajudando nos tratamentos de doenças e de obsessões. Se alguns espíritos podem enganar, isso não é novidade, pois se os encarnados enganam com facilidade atrás dos púlpitos, por que os desencarnados não poderiam fazê-lo? Mas o bom senso nos diz que se existe o mal é porque existe o bem, então se existem espíritos enganadores é porque existem os que não enganam a ninguém, como João definiu; “AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo (1 João 4:1).

Nota-se que a citação está no plural “os espíritos” e não “Espírito Santo” nem demônio. Portanto, não há como fugir desse raciocínio lógico.

Agora vamos analisar o caso da Morte de Lázaro. Segundo as ESCRITURAS Lázaro morreu e Jesus ao saber do ocorrido foi até o sepulcro: “Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir” (João 11,41-44).



Perguntamos: Jesus falou com um morto ou com um vivo? Se foi com um vivo, então, Lázaro NUNCA esteve morto, mas se foi com um morto, os mortos podem nos ouvir.

Para os que denigrem o Espiritismo com base em premissas falsas, que nos mostre argumentos mais convincentes.

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