sábado, 9 de outubro de 2010

A lógica e a justiça da reencarnação


Não se pode aceitar a bondade de Deus sem a reencarnação. Partindo do princípio instituído por algumas religiões de que a alma é criada no momento da concepção, perguntamos; por que Deus cria uma alma para “habitar” um corpo mutilado e outra em corpo perfeito? Onde esta a bondade e justiça divina? Poder-se-ia argumentar que os pais da criança usavam drogas. Correto. Mas por que Deus colocou uma alma “zero quilometro” habitando um corpo deformado sem ter feito nada? Como pode uma pessoa nascer com um QI elevado e outra sofrer de idiotismo? Se nos queremos o melhor para nossos filhos não Deus faria diferente. Se as almas fossem criadas no momento da concepção as que são criadas hoje deveriam ser tão novas e primitivas como as que foram criadas há 5000 anos. E como explicar a lei do progresso, já que todas partiriam do zero? Sem a reencarnação o progresso não existiria, pois quando uma alma chegou a um ponto a outra não teria como dar prosseguimento, pois partiria do mesmo ponto que a primeira. Na exata medida em que se reencarna vamos acumulando experiências no subconsciente, com o passar do tempo, reencarnamos com idéias mais ou menos maduras e nossas inclinações começam a aparecer ao longo da vida. Isso é que são ideias inatas. Por que uns nascem com o dom da musica e da pintura e outros ainda que estude, não consegue aprender? Como explicar a falta de proporcionalidade da Justiça Divina, ao aplicar a mesma pena (eterna) a todos os que fossem condenados no "Juízo Final", independente da gravidade dos seus crimes? Se Jesus nos ensinou a perdoar infinitamente, Deus não teria esta virtude? Se o pecado é temporário a pena não pode ser eterna, e a reencarnação não é punição é corrigenda. Seria justo uma pessoa que cometeu crimes durante toda sua vida ser totalmente perdoada mas não pagar por seus crimes porque se arrependeu nos últimos minutos de sua vida? E onde esta a justiça para com a vitima? Se for dessa maneira não compensa ser bom, pois arrepende-se no final da vida e esta tudo certo. Percebe-se que a lei dos renascimentos é uma questão de lógica e de justiça e não se tem como negar sua existência.

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