O estudo da doutrina espírita é concordante com a ciência tradicional, onde seus profitentes podem conciliar perfeitamente as descobertas cientificas com os postulados espíritas, pois, como não existem dogmas absolutos, não há como fugir das leis da natureza a favor de crenças pessoais. A ciência é o estudo das transformações dos fenômenos naturais, explicado dentro das leis que regem esses fenômenos, seja na física, química, astronomia ou na biologia. Ciência Natural é o conhecimento fundamentado na observação e experiência, formulando hipóteses baseadas na percepção sensorial. Sobre as hipóteses estabelecem-se, dedutivamente conseqüências, que serão aceitas como verdadeiras, se confirmadas pela observação e experiência pela percepção sensorial. A Ciência Espírita é aquela que se dispõe a analisar, estudar e observar os fenômenos e transformações de ordem espiritual. Na Ciência Espírita o conhecimento é fundamentado na observação e na experiência mediúnica, que se formula hipóteses baseadas na mediunidade. Sobre as hipóteses estabelecem-se, dedutivamente conseqüências que serão aceitas como verdadeiras, se confirmadas pela observação e experiências mediúnicas. O conhecimento científico implica em conhecer pelas causas, da mesma forma que a ciência espírita, que investiga as causas dos fenômenos espirituais. O fisiologista parisiense Charles Richet, criou uma nova ciência, a Metapsíquica, que foi a precursora da para Parapsicologia. Kardec afirmou com muita propriedade que se um dia o espiritismo estiver em desacordo coma ciência, que ele se modifique naquele ponto e que siga a ciência. Com essa base kardequiana, ninguém terá surpresa no futuro, pois o que a ciência tradicional defender por verdade, os espíritas aceitarão sem a menor resistência. Este é um princípio de uma doutrina de vanguarda, pois não teme a ciência. Um acadêmico nunca se decepcionará com o espiritismo, pois ele não ficará dividido entre a fé e a ciência, pelo contrário, uma completa a outra, sendo ponto fundamental para a religião do novo milênio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário