terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ser religioso ou livre pensador?


Há no mundo uma infinidade de correntes religiosas e filosóficas, com seus pensamentos e pontos de vista. De um lado, o religioso, preso a ideias criadas por seus antecessores; do outro, o livre pensador, o filósofo, que não tem a menor tendência para a religião e não se prende a regras pré-estabelecidas. Filósofo é aquele que está em busca de conhecimentos e viaja nos pensamentos mais profundos por amor à sabedoria. Amante do saber, é o eterno buscador, é mestre e aprendiz ao mesmo tempo. Longe da religião, ele não se fecha para o mundo, mas se nutre de conhecimento. A religião dele é o conhecimento e está em constante evolução. A religião mantém a tradição, não levando em conta seus equívocos; outrossim, não almeja voos mais altos, examinando de forma crítica seus princípios. O livre pensador não deseja um lugar no céu; deseja viver em todos os lugares do universo onde possa aprender incessantemente. A meta, pois, é a evolução constante. Isso nos lembra Freud: "Quanto mais os frutos do conhecimento se tornam acessíveis aos homens, mais acelerado é o declínio da crença religiosa".

Publicado no Jornal O Tempo de BH em 18/02/2010.

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